Blog criado pela turma B do curso de Pedagogia do IFRS - Campus Porto Alegre.
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quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
CONSCIENTES OU REPRODUTORES
As pessoas criticam determinados valores, princípios e práticas, mas as reproduzem. Há professores que denunciam as desigualdades, preconceitos e até estruturas dominantes, porém não têm consciência, pois se a tivessem, não a repetiriam na sala de aula e em diversas situações. Estes fazem a crítica, o discurso, trazendo falas e assuntos incompatíveis, mas desprezam as especificidades destes próprios conteúdos, reproduzindo o que já ouviu. Será que os assuntos, temas e até mesmo as abordagens estão sendo coerentes com a realidade sócio-histórico e cultural dos alunos?!
Em diversas situações percebe-se que o sistema escolar em vez de exercer uma função transformadora, olhando o aluno como um Para - si, que Sartre conceitua que “ é quem faz as relações temporais e funcionais entre os seres Em- si, e ao fazer isso constrói um sentido para o mundo em que vive, um sujeito global. Ao invés disso consegue somente VER o aluno como um Em -si, que conforme Sartre não tem potencialidades nem consciência de si ou do mundo. Ele apenas é algo”, reproduzindo e reforçando as desigualdades sociais. Assim estruturas como a escola, por exemplo, se alimentam desta engrenagem que se mantém ainda conservando práticas e valores que desvalorizam a bagagem que cada individuo traz consigo e não desenvolvem a cidadania do sujeito. Quando se fala de música, por exemplo, os primeiros estilos musicais mais hostilizados e discriminados nas escolas são o Funk e depois vem o Hip Hop, ambos advindos das camadas mais populares e menos favorecidas economicamente, ou seja elementos da cultural local de um grupo social em sua grande maioria não podem ser manifestados, por que só é visto o lado negativo deles, ao invés de promover as diferenças e tratá-las com equidade.
Professores e educadores devem assumir o compromisso, a responsabilidade de realmente fazer de nossos alunos seres pensantes e principalmente atuantes, pois de nada adianta, rebuscarmos nossos PPPs* , Ppcs ** e planos de aula com objetivos que sempre digam –“torná-los cidadãos críticos “ quando na realidade , além de tapearmos os problemas reais existentes , estaremos reproduzindo e afirmando o poder dominante ao qual todo momento criticamos em nossos discursos e debates , dentro e fora de sala de aula. Nosso dever é de nos policiarmos não só como professores, mas como cidadãos conscientes, isso é claro, se formos.
* PPPs – Projetos Politico Pedagogicos
** PPCs – Projetos Pedagogico de Cursos
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
A MULHER NA CONTEMPORANIEDADE
O MANIFESTO DE 1932
A oralidade como um instrumento de expressão utilizado pelas crianças
Por Cristiane Gomes, Deise de Souza e Gisèlle Freitas.
Em nossa profissão torna-se importante conhecermos esses conceitos, pois no ambiente escolar é possível desenvolver um trabalho de linguagem que explore a oralidade e proporcione a ampliação do vocabulário das crianças. Em muitos casos, a escola é o único espaço em que elas têm liberdade de expressão e acesso a conhecimentos informativos e formativos.
TRAVAGLIA, L. C. Gramática e interação: uma proposta para o ensino de gramática no 1º e 2º graus. 8ª ed. São Paulo: Cortez, 2002. (1ª edição: 1995).
INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO RS
DISCIPLINA: Redação Científica
PROFESSORA: Bianca Pilla
COMPONENTES DO GRUPO:
http://lattes.cnpq.br/2363452987507704 Maria da Graça Bello
http://lattes.cnpq.br/5461745357496879 Fernanda Galisteo
Juliana Polano (não conseguiu fazer o registro no Lattes)
A Redação Científica na Formação do Professor
Quando pensamos na profissão de professor logo a relacionamos com cultura, boa linguagem oral, excelente escrita, discernimento e coerência. São referências que buscamos em nosso passado como alunas e também no senso comum. Talvez nunca tenhamos pensado nas habilidades necessárias para que estes pré-requisitos, tão importantes nesta profissão, sejam desenvolvidos.
Fala-se tanto hoje que as universidades não consideram as verdadeiras necessidades profissionais, que não preparam satisfatoriamente os estudantes para as realidades profissionais que se impõem e de que há uma necessidade urgente de reformulação dos currículos acadêmicos, que se faz necessário um questionamento sobre a importância de cada disciplina cursada para nossa real formação profissional.
Neste contexto, a importância da disciplina de Redação Científica na nossa formação de professor se impõe pela necessidade de dominarmos habilidades de leitura e escrita de trabalhos científicos, desenvolvendo nosso senso reflexivo e crítico. Esta disciplina acadêmica propõe o desenvolvimento de habilidades que fortalecem os conhecimentos formais da língua, permitindo a redação, organização e estruturação de trabalhos acadêmicos, além da leitura proficiente e autônoma de diversos tipos de textos.
É importante que o profissional que trabalha na área da educação e está em constante contato com as diferentes áreas do conhecimento, tenha estas habilidades bem desenvolvidas, pois diariamente apresenta a educandos de diversos níveis, diferentes portadores de textos, inserindo-os em um mundo de ideias que necessitam de normas e convenções de fala e escrita.
Para finalizar, é relevante salientar que o exercício de refletir sobre a importância da disciplina de Redação Científica para a nossa formação nos levou a repensar nossa postura diante de todas as outras disciplinas da nossa caminhada acadêmica. Com certeza estaremos mais atentas e conscientes de que as propostas e desafios serão oferecidos pelo sistema educacional, mas o real desenvolvimento das habilidades que precisamos para o eficiente exercício da nossa profissão depende apenas de nós mesmas, da nossa disposição em vencer obstáculos e da nossa criticidade para transformar a realidade em que estamos inseridas.